Mais de 100 passageiros estavam no voo 375 | Foto: Reprodução
Mais de 100 passageiros estavam no voo 375 | Foto: Reprodução

Voo 375: sequestro de avião finalizado em Goiânia chega aos cinemas

Em 29 de setembro de 1988, Goiânia se tornou palco do desfecho de um dos eventos mais aterrorizantes registrados no Brasil.

O sequestro do voo 375 da Viação Aérea de São Paulo (Vasp) visava um colapso contra o Palácio do Planalto, em Brasília.

Graças à coragem dos pilotos e à intervenção eficaz da Polícia Federal, nenhum ato terrorista foi consumado.

Essa proeza heroica foi transformada em um filme, programado para estrear nas telonas em 7 de dezembro.

A produção conta com a colaboração da Star Original Productions, ligada às produtoras da Disney no Brasil.

Anna Elisa Comninos, gerente de marketing da multinacional, destacou a grandiosidade da campanha publicitária, a maior já realizada para uma obra nacional pela empresa.

O filme

Elenco do filme que irá adaptar a história | Foto: Divulgação

Elenco do filme que irá adaptar a história | Foto: Divulgação

“O Sequestro do Voo 375”, dirigido por Marcus Baldini, estreia em 7 de dezembro deste ano.

Constância Viana, coprodutora do filme, revelou que mais de 11 anos de pesquisa sobre os eventos de 29 de setembro de 1988 foram realizados.

A Disney tem realizado exibições do filme para críticos e diversos portais de entretenimento.

O sequestro

Comandante recebeu medalhas por feito heroico | Foto: Reprodução

Comandante recebeu medalhas por feito heroico | Foto: Reprodução/Facebook

De acordo com investigações da época, Raimundo Nonato, desempregado em meio à crise econômica do país, culpava o então presidente, José Sarney.

Assim, planejou embarcar em um avião com a intenção de atingir o Palácio do Planalto e matar Sarney.

Raimundo entrou no voo 375 da Vasp, um Boeing com 110 passageiros e 8 tripulantes, determinado a executar seu plano.

Ele ingressou na fase final da viagem, sacando um revólver calibre .32 para anunciar o sequestro e ferir o copiloto Salvador Evangelista.

Naquela época, os aeroportos não dispunham dos mesmos dispositivos de segurança para bagagens como hoje.

Após o primeiro movimento, Raimundo pressionou o comandante Fernando Murilo de Lima e Silva a mudar a rota.

Com o plano em andamento, o presidente Sarney foi alertado sobre o sequestro e cancelou sua agenda do dia.

Paralelamente, a Força Aérea Brasileira (FAB) mobilizou aeronaves para acompanhar o voo 375.

Em uma tentativa de resposta, o piloto Fernando convenceu Raimundo a mudar a rota para evitar um abate pela FAB.

Raimundo decidiu seguir para Goiânia.

Confira reportagem da época do Jornal Nacional sobre:

Decisões Drásticas

Tripulantes retiraram ferido após pouso no aeroporto de Santa Genoveva, em Goiânia | Foto: Divulgação

Tripulantes retiraram ferido após pouso no aeroporto de Santa Genoveva, em Goiânia | Foto: Divulgação

Ao chegar à capital de Goiás, o sequestrador ordenou que o voo fosse direcionado a São Paulo.

Ciente da impossibilidade por falta de combustível, Fernando executou uma manobra que salvou todos a bordo: um tonneau.

Essa manobra, jamais realizada em um voo comercial até então, é considerada única para esse modelo de aeronave.

O movimento desestabilizou o sequestrador e permitiu o pouso no Aeroporto de Goiânia, já cercado pela Polícia Federal.

Fernando tentou escapar, mas foi ferido na perna, sem gravidade.

Raimundo desembarcou usando o comandante como escudo, sendo baleado duas vezes.

Três dias depois, após cirurgia e internação, morreu de anemia falciforme.

O comandante Fernando, condecorado com as medalhas Mérito Santos-Dumont e da Ordem do Mérito Aeronáutico, faleceu em 2020 devido a complicações da Covid-19.

CONFIRA O TRAILER DO FILME:


LEIA MAIS:

https://dev.folhaz.com.br/noticias/sequestro-goiania/

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